Estratégia

Quanto custa contratar uma agência de marketing médico?

Veja quanto custa uma agência de marketing médico: faixas de fee por serviço, o que muda o preço, o que contratar primeiro e os cuidados antes de assinar.

Por Gustavo Torrecilha, fundador da GUFO · 31 de outubro de 2026

Uma agência de marketing médico costuma cobrar um valor fixo mensal, o fee, que no Brasil fica em geral entre R$ 1.500 e R$ 4.000 para gestão de anúncios, entre R$ 2.500 e R$ 6.000 para social media com produção de conteúdo e entre R$ 5.000 e R$ 15.000 para um pacote completo. A verba dos anúncios é paga à parte, direto ao Google e à Meta. O preço certo para você depende menos da agência e mais do que você precisa resolver agora: agenda vazia, marca fraca ou atendimento que perde paciente no WhatsApp.

Como as agências de marketing médico cobram?

Quase todas trabalham com três tipos de cobrança, e vale entender cada uma antes de comparar propostas:

  • Fee mensal: valor fixo pelo trabalho recorrente, como gestão de campanhas, planejamento e produção de posts. É o modelo mais comum e o mais previsível para os dois lados.
  • Projeto pontual: cobrado uma vez, com entrega definida. Site, identidade visual e uma diária de gravação no consultório costumam entrar aqui.
  • Setup: taxa inicial para montar contas de anúncio, configurar rastreamento, organizar o perfil no Google e criar a estrutura de campanhas. Algumas agências embutem no fee, outras cobram separado.

Tem um quarto item que muita proposta mistura com os outros: a verba de mídia. Ela é o dinheiro que vai para o Google Ads e para o Meta Ads, pago pelo seu cartão ou boleto direto na plataforma. O Google não cobra mensalidade fixa: você define o orçamento e paga pelos cliques ou resultados dentro dele. Se quiser saber quanto colocar ali, escrevi sobre isso em quanto investir em anúncio para clínica médica.

Faixas de preço por tipo de serviço

Estas faixas são o que a gente vê no mercado de saúde em cidades médias e capitais. Servem para você saber se uma proposta está fora da curva, e mudam com a cidade, a especialidade e o volume de entregas.

  • Gestão de tráfego pago (Google ou Meta): de R$ 1.500 a R$ 4.000 por mês. Gerir os dois canais juntos tende a ficar na metade de cima da faixa.
  • Social media com roteiro, design e publicação: de R$ 2.500 a R$ 6.000 por mês, conforme o número de peças e se inclui vídeo.
  • Produção audiovisual no consultório: de R$ 1.500 a R$ 5.000 por diária de gravação, que rende material para algumas semanas.
  • Site institucional ou página de captação: de R$ 3.000 a R$ 12.000 como projeto, mais hospedagem e manutenção.
  • Branding médico (nome, logotipo, identidade visual): de R$ 4.000 a R$ 20.000, dependendo da profundidade do trabalho.
  • Pacote completo (tráfego, conteúdo, vídeo e atendimento): de R$ 5.000 a R$ 15.000 por mês, às vezes mais em clínicas com várias especialidades.

Desconfie de dois extremos. Proposta muito abaixo dessas faixas costuma significar conta tocada por alguém que atende dezenas de clientes ao mesmo tempo, com relatório genérico. Proposta muito acima precisa mostrar de forma clara o que entra a mais, item por item.

O que muda o preço de uma agência para outra?

Duas propostas com o mesmo nome de serviço podem entregar coisas bem diferentes. Na hora de comparar, olhe para:

  • Quantidade de entregas: quantos posts, vídeos e campanhas por mês. "Gestão de redes" sem número definido não serve para comparar.
  • Quem produz: roteiro escrito por alguém que conhece saúde e a Resolução CFM 2.336/2023, ou modelo pronto adaptado.
  • Acompanhamento do resultado: se a agência mede só curtida e clique ou se acompanha conversa no WhatsApp e consulta marcada.
  • Atendimento: se inclui ajuda com o roteiro da secretária ou um atendente virtual, que é onde muita clínica perde paciente.
  • Prazo de contrato e multa: fidelidade de 12 meses com multa alta é um custo escondido.

Qual é a regra para decidir o que contratar primeiro?

Minha regra é simples: contrate primeiro o que destrava a agenda, e só depois o que constrói marca. Na prática, fica assim:

  • Agenda com horário vago e boa conversão no consultório: comece por tráfego pago. É o caminho mais curto entre o investimento e a conversa no WhatsApp. O que você perde: sem conteúdo, o paciente que pesquisa seu perfil encontra pouca coisa.
  • Agenda razoável, mas pouca indicação e perfil fraco: comece por social media com vídeo. Constrói confiança, mas demora mais para aparecer na agenda.
  • Muita mensagem e pouca consulta marcada: antes de qualquer anúncio, arrume o atendimento. Pagar mais mídia para um WhatsApp que demora horas para responder só aumenta o desperdício.
  • Clínica nova ou mudança de posicionamento: faça branding e site primeiro, como projeto, e depois entre no fee mensal.

Um exemplo de consultório: uma dermatologista em cidade de 400 mil habitantes, com consulta particular, poderia começar com gestão de Meta Ads e Google, fee perto de R$ 2.500, e verba de mídia de R$ 2.000 a R$ 3.000. Quando a agenda estabiliza, faz sentido somar conteúdo com vídeo. O total mensal sobe, e a ideia é que cada etapa se pague antes de somar a próxima.

Como saber se a agência vale o que cobra?

A comparação que importa é entre o fee e o valor dos pacientes que entram, mais do que entre uma agência e outra. Faça a conta: se a sua consulta particular custa R$ 400 e o paciente volta em média três vezes no ano, cada paciente novo vale R$ 1.200 só no primeiro ano. Nesse exemplo, um fee de R$ 2.500 pode se pagar com poucos pacientes novos por mês, desde que a agência e a sua recepção façam a parte delas.

Para cobrar isso, combine desde o início quais números vão ser acompanhados: custo por conversa, número de conversas e quantas viraram consulta. Você pode simular essa conta na nossa calculadora.

Cuidados que valem mais do que o preço

  • A conta de anúncio fica no seu nome. Você é o dono do Gerenciador de Negócios da Meta e da conta do Google Ads, e a agência entra como parceira. Se trocar de agência, o histórico continua com você.
  • A verba vai direto para a plataforma. Fuja de quem cobra mídia e fee num boleto só, sem mostrar o que foi gasto em anúncio.
  • Ética médica no contrato. A Resolução CFM 2.336/2023 proíbe prometer resultado de tratamento, e quem responde perante o conselho é o médico. Agência que oferece "pacientes por mês" como promessa ou posta conteúdo sensacionalista coloca o seu CRM em risco.
  • Relatório que você entende. Se depois de três meses você não sabe dizer quanto custa uma conversa, falta clareza na entrega.

Como a GUFO trabalha

Na GUFO a gente monta o escopo a partir do gargalo do consultório. Às vezes isso significa começar só com tráfego pago, às vezes com o atendimento no WhatsApp, e somar serviços quando o anterior já está dando retorno. A conta de anúncio é sempre do médico e todo conteúdo passa pelo crivo da CFM 2.336/2023. Se quiser entender qual seria o ponto de partida para você e quanto isso custaria, faça o diagnóstico gratuito.

Perguntas frequentes

A verba dos anúncios está incluída no valor da agência?

Na maioria das agências, não. O fee paga o trabalho da agência, e a verba de mídia é paga por você direto ao Google e à Meta, o que deixa o gasto transparente.

Vale a pena contratar freelancer em vez de agência?

Pode valer para um serviço só, como gestão de anúncios, se a pessoa conhece saúde e as regras do CFM. Quando você precisa de anúncio, conteúdo, vídeo e atendimento conversando entre si, uma agência tende a dar menos trabalho de coordenação.

Qual é o prazo mínimo de contrato com agência de marketing médico?

É comum encontrar contratos de 3 a 12 meses. Prefira um período inicial curto, com metas de acompanhamento combinadas, e desconfie de fidelidade longa com multa alta.

Quer saber o que está travando a sua agenda?

Responda algumas perguntas sobre o seu consultório e receba um diagnóstico gratuito da sua presença digital.

Referências

  1. Conselho Federal de Medicina: Resolução CFM nº 2.336/2023, publicidade e propaganda médicas
  2. Google Ads Help: Budgets overview
  3. Google Business: How much do Google Ads cost?

← Ver todos os artigos