Tráfego pago

Quanto investir em anúncio para clínica médica por mês?

Veja a faixa de investimento mensal em Google Ads e Meta Ads para clínicas e consultórios, como calcular o seu valor e quando vale aumentar a verba.

Por Gustavo Torrecilha, fundador da GUFO · 21 de outubro de 2026

Para um consultório ou clínica que está começando a anunciar com constância, a faixa que costuma funcionar é de R$ 1.500 a R$ 5.000 por mês em mídia, pagos direto ao Google e à Meta, sem contar o valor da gestão. Abaixo de uns R$ 1.000 por mês, as plataformas recebem poucos dados e fica difícil saber o que está funcionando. O valor certo para você sai de uma conta simples: quantos pacientes novos você quer, quanto custa gerar uma conversa no WhatsApp e quantas dessas conversas viram consulta.

Por que não existe um valor único para todo médico

Um ortopedista em São Paulo e um dermatologista numa cidade de 400 mil habitantes disputam leilões completamente diferentes. No Google Ads e no Meta Ads você paga pela atenção, e o preço dessa atenção muda com a concorrência na sua especialidade, o tamanho da cidade e a época do ano.

Também muda o que cada paciente vale para você. Uma consulta particular de R$ 400 e um procedimento de R$ 6.000 suportam custos de aquisição muito diferentes. Por isso desconfio de quem responde essa pergunta com um número fixo antes de saber sua especialidade, sua cidade e seu ticket.

Como calcular o seu investimento de trás para frente

Na GUFO a gente começa pela meta de agenda e só no fim chega ao orçamento. A conta tem três passos:

  1. Defina quantos pacientes novos por mês você quer e consegue atender. Exemplo: 20 consultas particulares a mais.
  2. Estime quantas conversas viram agendamento. Em consultórios com atendimento rápido, é comum algo entre 20% e 35% das conversas virarem consulta marcada. Com 25%, você precisa de cerca de 80 conversas.
  3. Multiplique pelo custo por conversa. Em campanhas de mensagem para saúde, vemos com frequência algo entre R$ 15 e R$ 40 por conversa, dependendo da especialidade e da cidade. Com 80 conversas, o investimento fica entre R$ 1.200 e R$ 3.200 por mês.

Esses números são exemplos para você entender a lógica, e os seus vão aparecer de verdade depois de algumas semanas de campanha rodando. O ponto é sair do achismo: com essa conta, você sabe quanto investir e consegue cobrar resultado de quem gere seus anúncios. Se quiser fazer essa simulação com os seus números, use a nossa calculadora.

Faixas de referência por perfil de consultório

Com base no que acompanhamos em contas de saúde, estas faixas servem como ponto de partida, nunca como garantia:

  • Consultório individual em cidade média, consulta particular: R$ 1.500 a R$ 3.000 por mês, em geral concentrados em um canal só.
  • Especialidade concorrida ou capital: R$ 3.000 a R$ 6.000 por mês, porque o clique e a conversa custam mais.
  • Procedimentos de ticket alto (estética, implantes, cirurgias eletivas): R$ 4.000 a R$ 10.000 por mês, já que o ciclo de decisão do paciente é mais longo e pede mais contato antes do agendamento.
  • Clínica com várias especialidades ou unidades: a partir de R$ 6.000 por mês, com orçamento separado por especialidade para uma não engolir a outra.

O piso: abaixo de quanto o anúncio rende pouco

As plataformas precisam de volume para aprender. A Meta, por exemplo, considera que um conjunto de anúncios sai da fase de aprendizado depois de cerca de 50 eventos de otimização (como conversas iniciadas) em sete dias. Com um orçamento muito baixo, o conjunto fica em aprendizado limitado e a entrega oscila.

No Google, o orçamento é diário médio: em alguns dias a campanha pode gastar até o dobro do valor definido, mas no mês o gasto não passa de 30,4 vezes esse orçamento. Então R$ 50 por dia equivalem a até cerca de R$ 1.520 no mês.

Minha regra prática: se a verba é de R$ 1.000 a R$ 1.500, coloque tudo em um canal só. Dividir R$ 1.000 entre Google e Meta deixa as duas campanhas sem dados suficientes, e você conclui que "anúncio não funciona" quando o problema estava na divisão.

Google ou Meta: onde colocar o primeiro real

Os dois funcionam, mas resolvem problemas diferentes:

  • Google Ads captura quem já está procurando: "endocrinologista em Maringá", "clareamento dental preço". É o melhor ponto de partida para especialidades em que o paciente sabe que precisa de você, como dor, diagnóstico e urgência eletiva.
  • Meta Ads (Instagram e Facebook) gera demanda em quem ainda não estava procurando. Funciona muito bem para procedimentos visuais, estética, odontologia e para médicos com bom conteúdo em vídeo.

Se o paciente costuma pesquisar o problema no Google, comece pelo Google. Se a decisão passa por confiança, imagem e conhecer o profissional, comece pela Meta. Quando o primeiro canal estiver previsível, aí sim vale abrir o segundo. Explicamos melhor como estruturamos isso na página de tráfego pago.

O que pesa mais que o orçamento: quem atende o WhatsApp

Esse é o ponto que mais vejo médico subestimar. Dobrar a verba de anúncio com uma secretária que responde depois de três horas só dobra o desperdício. O paciente que clica num anúncio costuma falar com mais de um consultório ao mesmo tempo, e quem responde primeiro leva vantagem.

Antes de aumentar o investimento, confira:

  • Quanto tempo leva a primeira resposta em horário comercial e fora dele.
  • Se a equipe informa valor, convênio e horários disponíveis sem enrolar.
  • Se alguém faz retorno com quem perguntou e não agendou.

Um atendimento rápido muitas vezes reduz o custo por paciente mais do que qualquer ajuste na campanha. É também por isso que trabalhamos com atendente virtual com IA no WhatsApp para responder na hora, inclusive à noite. Falamos mais sobre essa jornada em pacientes particulares.

Separe mídia, gestão e produção na hora de orçar

Quando alguém pergunta quanto custa anunciar, costuma misturar três coisas:

  • Mídia: o valor pago ao Google e à Meta, cobrado direto no seu cartão ou boleto.
  • Gestão: o trabalho de quem cria, acompanha e otimiza as campanhas.
  • Criativos: vídeos, fotos e artes. Anúncio de saúde com vídeo do próprio médico no consultório costuma gerar mais confiança do que imagem de banco.

Pagar caro em gestão para rodar R$ 500 de mídia raramente fecha a conta. Investir R$ 5.000 em mídia sem ninguém olhando as campanhas também não.

Anúncio pago também segue as regras do CFM

A Resolução CFM 2.336/2023 permite que médicos e clínicas façam publicidade nas redes sociais e até divulguem valores de consultas e procedimentos e as condições de pagamento. Mas alguns cuidados valem para qualquer anúncio:

  • Identificação com nome, número do CRM e a palavra "Médico", além do RQE quando você se anuncia como especialista. Para clínicas, nome do estabelecimento, registro no CRM e o diretor técnico.
  • Nada de prometer resultado ou garantir êxito de tratamento.
  • Descontos são permitidos, mas sem venda casada ou premiação.

Dentistas seguem as normas do conselho de odontologia, que têm regras próprias. Em qualquer caso, campanha que gera conversa e ainda expõe você a um processo ético sai cara de qualquer jeito.

Sinais de que é hora de aumentar o investimento

  • O custo por paciente está estável há dois ou três meses e cabe na sua margem.
  • A agenda ainda tem horários livres e a equipe dá conta de mais conversas.
  • A campanha está limitada pelo orçamento, ou seja, poderia entregar mais se tivesse verba.

Aumente aos poucos, algo como 20% a 30% por vez, e observe por algumas semanas. Saltos grandes costumam bagunçar o aprendizado das plataformas e encarecer o resultado no curto prazo.

Como a GUFO define esse valor com você

Na GUFO, o orçamento de mídia é a última coisa que definimos. Antes, olhamos sua especialidade, sua cidade, o valor da consulta, a capacidade da agenda e como o WhatsApp do consultório responde hoje. Daí sai um número que faz sentido para o seu caso, com metas de custo por conversa e por paciente que você consegue acompanhar. Se quiser fazer essa análise com a gente, o diagnóstico gratuito é o primeiro passo.

Perguntas frequentes

Dá para anunciar com R$ 500 por mês?

Dá para começar, mas com esse valor as plataformas recebem pouquíssimos dados e o resultado tende a oscilar muito. Se for o caso, concentre tudo em um canal só, de preferência no Google, buscando termos bem específicos da sua especialidade e da sua cidade.

O valor do anúncio inclui o pagamento da agência?

Normalmente não. A mídia é paga direto ao Google e à Meta, e a gestão das campanhas é cobrada à parte. Na hora de orçar, peça os dois valores separados.

Médico pode divulgar o preço da consulta no anúncio?

Pode. A Resolução CFM 2.336/2023 permite divulgar valores de consultas e procedimentos e as formas de pagamento, desde que sem venda casada, premiação ou promessa de resultado.

Quer saber o que está travando a sua agenda?

Responda algumas perguntas sobre o seu consultório e receba um diagnóstico gratuito da sua presença digital.

Referências

  1. Google Ads Ajuda: Sobre os orçamentos diários médios
  2. Central de Ajuda da Meta para Empresas: Sobre a fase de aprendizado
  3. SMABR: Resolução CFM nº 2.336/2023, publicidade e propaganda médica

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